“Aprendi tudo isso com o passar dos anos, plantando, colhendo e observando”. Assim diz o Sr. Olegário Rocha, morador da Comunidade Cova de Mandioca, em Porteirinha, quando se refere orgulhoso ao desenvolvimento de suas plantações. E foi atrás desses conhecimentos desenvolvidos ao longo do tempo que agricultores cooperados e técnicos da Cooperativa Grande Sertão foram à campo,no último dia 15 (segunda) para conhecer de perto as experiências que os agricultores vêm desenvolvendo com as produções de oleaginosas.
Para Nilton César, que é agricultor, cooperado e mobilizador do projeto do Biodisel na Agricultura Familiar, é importante conhecer de perto o trabalho dos agricultores e agricultoras, conhecer e ouvir falar um pouco das experiências que eles desenvolvem. Ele cita o exemplo do Sr. Olegário, que há mais de 30 anos planta a variedade de mamona. “Não se pode deixar de escutar o conhecimento da cultura que ele tem”, diz o agricultor.
Com 78 anos, Sr. Olegário, com uma conversa “ligeira”, conta os “causos” com orgulho das coisas que faz. Ele diz que planta uma variedade de semente crioula de mamona, que o cacho chega a 1,20 metro de comprimento, e depois da limpeza das sementes chegam a pesar 600 gramas. Pai de 18 filhos, ele e sua esposa Dona Joana, conservam práticas de seus antepassados. Plantam culturas consorciadas e utilizam o engenho de cana construído por ele mesmo, dentre outras coisas. Ele orientou: “para plantar cana, a muda tem que ser nova”, e conclui: “assim é a natureza, ou você já viu mulher velha dar filho?”.
José Leles Neto, diretor-presidente da Cooperativa Grande Sertão, diz que valoriza o intercâmbio de saberes, pois um tem a teoria e o outro a prática. ”O técnico aprende com o agricultor e o agricultor aprende com o técnico”, explica.
Na região de Porteirinha, a Cooperativa Grande Sertão é articuladora e responsável pela inserção da produção de oleoginosas no sistema de agricultura familiar. O plantio é voltado principalmente para o produção de biodiesel, e funciona em parceria com a Petrobrás.
(Helen Borborema - Comunicadora Popular - STR Porteirinha-MG)
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Cerrado: um grito de socorro
Dia 11 de setembro é o Dia Nacional do Cerrado. Obviamente, a comemoração não é uma atitude pertinente nos dias atuais. A constante destruição do bioma brasileiro é uma das causas dos principais problemas sócio-ambientais do país, embora pouca gente saiba disso.
Existem dois grandes responsáveis pela devastação: a pecuária extensiva e a monocultura intensiva, geralmente, voltada para exportação. Cerca de 26.000 km² do bioma desaparecem a cada ano, dando lugar ao agronegócio. O chamado “desenvolvimento” está escancarado, dentro de nossas casas, nas escolas, na mídia. Um “desenvolvimento” que gera êxodo rural, fome, extinção. "Essa questão do ataque do agronegócio está deixando o cerrado em estado de calamidade". A opinião de Braulino Caetano dos Santos – sócio-fundador e diretor geral do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, não é apenas um dos muitos indicativos dessa realidade, é um grito de indignação. "O bioma está desaparecendo e levando tudo o que tem nele, inclusive o povo", diz. Atualmente, cerca de 80% do bioma está parcialmente, ou totalmente, depredado.
Cientificamente, o Cerrado é caracterizado como a savana que possui mais biodiversidade no mundo, além de abrigar milhares de tribos indígenas, quilombos e populações tradicionais. Infelizmente, até isso tem os dias contados. Estudos revelam que, caso a degradação ambiental continue em ritmo acelerado, a estimativa é de que este bioma será totalmente extinto em meados do ano de 2030. Cedo demais para quem ainda não percebeu que o limite há muito foi ultrapassado, e esperar mais para agir não é uma opção.
Dados como estes deveriam ser o bastante para gerar a mobilização da sociedade, de entidades ligadas à preservação ambiental e das próprias populações remanescentes. Mas o impasse é maior do que se pensa. A luta pela defesa do Cerrado ainda é tímida, e está aquém do ritmo de crescimento do agronegócio, movido pelos sistemas político e econômico do país e do mundo. Apesar das centenas de iniciativas de fomento da convivência com o Cerrado e uso sustentável dos recursos naturais, a importância desse bioma ainda é desconhecida pela maioria dos brasileiros. O Cerrado está em 15 estados nacionais, abrangendo mais de 11 mil espécies vegetais, a maioria utilizada no agroextrativismo, que é a principal fonte de renda para milhares de famílias.
A preocupação com essa realidade, originou uma proposta de inclusão dos biomas Cerrado e Caatinga como patrimônios nacionais, a exemplo da Mata Atlântica, da Floresta Amazônica e do Pantanal Matogrossense. Mas a emenda constitucional, conhecida como PEC 115/95, já tramita no Congresso há 13 anos, resultado da inércia política com relação à proteção de um bioma que abriga um terço da biodiversidade nacional. Se o ritmo continuar o mesmo, é bem provável que a proposta seja aprovada tarde demais. “Eles querem ouvir o nosso grito. Agora é hora de sair e gritar. Porque do jeito que está, não dá pra ficar mais”, afirma Braulino.
Existem dois grandes responsáveis pela devastação: a pecuária extensiva e a monocultura intensiva, geralmente, voltada para exportação. Cerca de 26.000 km² do bioma desaparecem a cada ano, dando lugar ao agronegócio. O chamado “desenvolvimento” está escancarado, dentro de nossas casas, nas escolas, na mídia. Um “desenvolvimento” que gera êxodo rural, fome, extinção. "Essa questão do ataque do agronegócio está deixando o cerrado em estado de calamidade". A opinião de Braulino Caetano dos Santos – sócio-fundador e diretor geral do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, não é apenas um dos muitos indicativos dessa realidade, é um grito de indignação. "O bioma está desaparecendo e levando tudo o que tem nele, inclusive o povo", diz. Atualmente, cerca de 80% do bioma está parcialmente, ou totalmente, depredado.
Cientificamente, o Cerrado é caracterizado como a savana que possui mais biodiversidade no mundo, além de abrigar milhares de tribos indígenas, quilombos e populações tradicionais. Infelizmente, até isso tem os dias contados. Estudos revelam que, caso a degradação ambiental continue em ritmo acelerado, a estimativa é de que este bioma será totalmente extinto em meados do ano de 2030. Cedo demais para quem ainda não percebeu que o limite há muito foi ultrapassado, e esperar mais para agir não é uma opção.
Dados como estes deveriam ser o bastante para gerar a mobilização da sociedade, de entidades ligadas à preservação ambiental e das próprias populações remanescentes. Mas o impasse é maior do que se pensa. A luta pela defesa do Cerrado ainda é tímida, e está aquém do ritmo de crescimento do agronegócio, movido pelos sistemas político e econômico do país e do mundo. Apesar das centenas de iniciativas de fomento da convivência com o Cerrado e uso sustentável dos recursos naturais, a importância desse bioma ainda é desconhecida pela maioria dos brasileiros. O Cerrado está em 15 estados nacionais, abrangendo mais de 11 mil espécies vegetais, a maioria utilizada no agroextrativismo, que é a principal fonte de renda para milhares de famílias.
A preocupação com essa realidade, originou uma proposta de inclusão dos biomas Cerrado e Caatinga como patrimônios nacionais, a exemplo da Mata Atlântica, da Floresta Amazônica e do Pantanal Matogrossense. Mas a emenda constitucional, conhecida como PEC 115/95, já tramita no Congresso há 13 anos, resultado da inércia política com relação à proteção de um bioma que abriga um terço da biodiversidade nacional. Se o ritmo continuar o mesmo, é bem provável que a proposta seja aprovada tarde demais. “Eles querem ouvir o nosso grito. Agora é hora de sair e gritar. Porque do jeito que está, não dá pra ficar mais”, afirma Braulino.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
ENCONTRO NORTE MINEIRO DA AGROBIODIVERSIDADE
“Encontro Norte Mineiro da Agrobiodiversidade’’.
A (agro) biodiversidade e o seu rebatimento nas políticas públicas municipais

A palavra Agrobiodiversidade é, ao mesmo tempo, ampla (em relação ao seu significado) e específica (em relação aos temas a que se refere). A junção dos elementos agro (agricultura), bio (vida) e diversidade (diferentes formas e tipos) sugere o estudo e a utilização de seres vivos em atividades agrícolas. A domesticação de espécies animais e vegetais para um melhor aproveitamento é uma prática comum nas áreas rurais, principalmente entre os agricultores familiares. Nos últimos anos, entretanto, as práticas alternativas de utilização do solo e das sementes está sendo ameaçada pelo aumento da substituição das variedades de sementes crioulas por sementes comercializadas, que as indústrias definem como “geneticamente melhoradas”. A agricultura tradicional é o fator responsável pela propagação das espécies crioulas, mantidas através do plantio, colheita, seleção e armazenamento.
Pensando nas conseqüências da modernização da agricultura, será realizado o IV ENCONTRO NORTE MINEIRO DA AGROBIODIVERSIDADE, de 10 a 12 de setembro, na cidade de Varzelândia. O tema do encontro será: A (agro)biodiversidade e o seu rebatimento nas políticas públicas municipais, considerando a importância do poder público na valorização da agricultura familiar. Serão três dias de palestras, oficinas e feira; relacionadas a temas como “o risco dos transgênicos na soberania alimentar”, “reforma agrária”, “educação no campo” e “economia solidária”.
Os organização do Encontro fica sob a responsabilidade do CAA (Centro de Agricultura Alternativa), STR de Varzelândia, STR de Porteirinha, MST – Regional Norte de Minas, Cáritas Diocesana de Januária, Núcleo de Agricultura Sustentável do Cerrado e Universidade Federal de Minas Gerais – NASCer/UFM.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
MST faz denúncias à ONU contra processo de criminalização
Para advogado que defende o MST, acusação de desrespeito à Lei de Segurança Nacional busca tipificar movimento como "organização criminosa" para reforçar posição de membros do Ministério Público Estadual do RS
Por Verena Glass

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras 12 entidades de defesa dos direitos humanos encaminharam duas denúncias à Organização das Nações Unidas (ONU) contra o que consideram uma
campanha de criminalização do MST pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Protocolados na última segunda-feira (21), os documentos também desqualificam o processo de ordem política contra oito integrantes do movimento com base na Lei de Segurança Nacional (LSN). Os acusados devem ser ouvidos pela Justiça Federal na próxima terça-feira (29).fonte: Repórter Brasil
segunda-feira, 14 de julho de 2008
1ª Semana de Permacultura e Bioconstrução

Data: 01/07/2008
Fonte: Instituto Kairós
Local: Nova Lima - MG
Prezados Profissionais, estudantes e interessados,o Instituto Kairós tem o prazer em convidá-los para sua 1ª Semana de Permacultura e Bioconstrução, que será realizada de 27 de julho a 1º de agosto de 2008, no Centro Kairós, em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), Nova Lima / MG.A semana terá como eixo principal o aprendizado e a compreensão de campos relacionados à permacultura e a bioconstrução por meio de atividades práticas / coletivas e teóricas / conceituais. Os participantes terão a oportunidade de experimentar diversas tecnologias construtivas: de terra (adobe, superadobe, tijolos prensados), bambu, tetos verdes, argamassa armada (ferrocimento e plasticimento), a compreensão de sistemas estruturais autoportantes (abóbodas e arcos), conceitos e aplicações da geobiologia e a construção de equipamentos para uso permacultural, como filtros para águas cinzas e aquecedores solares.
Mais informações, visite o site: www.institutokairos.org.br/semanabio.htm
fonte: Estação do SaberO QUE É BIOCONSTRUÇÃO?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Ainda a Festa de São Pedro do CAA
Joyce e Ana Luiza são filhas de Tse e Meirinha, nossos colegas de trabalho do CAA/NM. Pela primeira vez elas ficaram após a assembleia para a Festa de Sao Pedro do CAA. A gente via a ansiedade estampada no olhar de cada uma. A curiosidade era quanto a punição que se daria aos ladrões da bandeira.
Os ladrões - que sairam do Quilombo do Gurutuba - demoraram muito a chegar! (chegaram 10 horas, na verdade). Elas não puderam esperar. A Ana (que diz que vai ser jornalista quando crescer!) fez uma produção de texto sobre a festa.Achei tão bonitinha que resolvi colocar no blog.
A Festa Junina na roça
No trabalho do meu pai tem uma Área chamada AEFA(área de experimentação e formação em agroecologia).Todos os anos essa área faz uma festa junina homenageando São Pedro.
Todas as pessoas ajudam a enfeitar a festa.Depois de arrumada, a área fica bonita.
Além disso, tem uma brincadeira que, uma pessoa ou um grupo rouba a bandeira de São Pedro.
Esse grupo fica o ano todo arrumando a bandeira e no dia da festa o ladrão devolve a bandeira e começa tudo de novo.Essa é a história da festa junina na roça.
Fim Ana Luiza
Os ladrões - que sairam do Quilombo do Gurutuba - demoraram muito a chegar! (chegaram 10 horas, na verdade). Elas não puderam esperar. A Ana (que diz que vai ser jornalista quando crescer!) fez uma produção de texto sobre a festa.Achei tão bonitinha que resolvi colocar no blog.
A Festa Junina na roça
No trabalho do meu pai tem uma Área chamada AEFA(área de experimentação e formação em agroecologia).Todos os anos essa área faz uma festa junina homenageando São Pedro.
Todas as pessoas ajudam a enfeitar a festa.Depois de arrumada, a área fica bonita.
Além disso, tem uma brincadeira que, uma pessoa ou um grupo rouba a bandeira de São Pedro.
Esse grupo fica o ano todo arrumando a bandeira e no dia da festa o ladrão devolve a bandeira e começa tudo de novo.Essa é a história da festa junina na roça.
Fim Ana Luiza
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